Consumidor procura marcas com atitude, revela especialista durante Papo de Mídia

Opinião e personalidade foram sugestões do CEO da Lew'Lara/TBWA, Márcio Oliveira, no Papo de Mídia

Por Ismael Inoch - atualizado em 27/09/2017 as 09:41

Foto: Bruno Lira

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Márcio Oliveira compartilhou experiências profissionais em palestra

A era da experiência, a ressignificação da concorrência e o valor das marcas foram pautas de discussão no encontro Papo de Mídia na sede da Rede Gazeta, em Vitória, nesta terça-feira (26). Para falar sobre o assunto o grupo de comunicação recebeu o CEO e Sócio da Lew’Lara/TBWA, Márcio Oliveira. Agências de publicidade, especialistas do setor, clientes e demais convidados também conheceram o resultado da pesquisa Marcas de Valor 2017.

Márcio Oliveira compartilhou experiências profissionais em uma atuação que engloba desenvolver os talentos da agência e garantir a integração entre os seus departamentos e com o cliente. Para o especialista, o atual perfil do consumidor trata as marcas do mercado como pessoas.

“Estamos falando de opinião, de propósito, de atitude e personalidade. É o fazer antes de falar. Quando a gente genuinamente trabalha para que as marcas se comportem desta maneira, o resultado será sintonia total com o consumidor. Acompanhar tais evoluções e revoluções é mais que fundamental se quisermos nos manter ativos e relevantes”, sugeriu o convidado.

Seguindo essa proposta, as agências de publicidade caminham nessa direção em tornar a relação das marcas com o consumidor um processo de experiência. “Hoje, é possível fazer uma ativação para a marca de seu cliente e, por meio da internet e redes sociais, levar isso para o mundo. É como se a experiência, que foi real, se multiplicasse. O consumidor interage com mais de 2 mil mensagens, em média, por dia. Isso porque ele não acorda para consumir comunicação e propaganda. Então, estar nas horas certas, nos lugares certos, com os conteúdos que interessam são processos fundamentais”, destacou.

Segundo Márcio Oliveira, o momento é favorável para as empresas repensarem os processos de comunicação com o público. Um período de recuperação do consumo pode ser visto pela frente.

Foto: Bruno Lira

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Diretor comercial da Sal Globo, Nelson Antônio Ferlin Junior

“Com Inflação bem abaixo do centro da meta, os juros abaixo de 7%, o consumidor vai poder voltar a comprar em prestações acessíveis. Existe muita compra represada. Gente que há três anos não troca de carro, de casa ou não viaja. Com o consumo voltando, as fábricas voltam a produzir e o emprego volta a crescer mais rápido. Estamos há cinco meses contratando mais que demitindo. Isso pode virar um novo ciclo positivo”, prevê o palestrante.

Para o diretor comercial da Sal Globo, Nelson Antônio Ferlin Junior, o consumidor aumentou o nível de exigência e as marcas precisam evoluir nesse sentido. “Antes a preocupação era só com embalagens práticas e funcionais. Hoje, nós temos que se preocupar até com a mudança do conceito de família e oferecer opções com menores quantidades para grupos menores e também os solteiros”, explicou o diretor.

Foto: Bruno Lira

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Diretor da MP Publicidade, Pierre Debbané

“Antes as empresas tinham que se preocupar só com os atributos, agora é preciso atitude. O consumidor discute mais e se envolve em temas como recursos e desigualdades. É nessa hora que a marca precisa ter relevância e um discurso coerente com as atitudes”, completou o diretor da MP Publicidade, Pierre Debbané.

Marcas de Valor

O Instituto Futura ouviu 1.600 entrevistados, acima de 16 anos, durante o mês de agosto deste ano. A pesquisa foi aplicada em quatro municípios da Grande Vitória e revelou o resultado com as 103 marcas, durante o encontro do Papo de Mídia.

Dicas
– Ampliar o olhar e ambição da marca. A concorrência mudou também.
– O comportamento + a tecnologia das pessoas muda os negócios. O mercado automobilístico saiu da posse para o consumo.
– Competição é a cultura. Observar movimentos culturais e tornar as marcas contemporâneas.
– Marcas precisam ter opinião. Causas reais, fatos e atitudes de dentro para fora
– É preciso agregar valor, conteúdo, emoção, educação e entretenimento
– Mensurar resultados alimenta ciclo de comunicação e venda

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